categoria : Indígena
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quarta-feira, 18 de abril de 2018 - 17h30

Palestra: Diálogos Ameríndios

Esta comunicação é baseada na dissertação intitulada Jakaira Reko Nheypyrũ Marangatu Mborahéi: origem e fundamentos do canto ritual Jerosy Puku entre os Kaiowá de Panambi, Panambizinho e Sucuri'y, Mato Grosso do Sul, cujas pesquisas foram realizadas entre 2009 e 2011 e analisam o canto ritual dos Kaiowá para cerimônia de batismo do milho saboró.

Este ritual é realizado todos os anos nas comunidades indígenas de Panambi e Panambizinho, especialmente no mês de fevereiro, quando acontece a colheita do milho (Zea Mays). No entendimento dos Kaiowá, este ritual é de grande importância para a continuidade da produção do milho saboró e de todos os produtos agrícolas por eles cultivados tradicionalmente.

Por meio deste ritual, o milho se torna apto para ser consumido socialmente, também servindo como forma de reafirmação do modo de ser kaiowá e para o fortalecimento das relações sociais entre membros de uma mesma comunidade e aliados de outras comunidades indígenas. Além disso, também serve para a reprodução física dos Kaiowá, sobretudo no sentido de perpetuar a continuidade do povo e o nascimento de crianças sem qualquer tipo de anomalia, e para manter o equilíbrio de elementos climáticos, como a chuva, imprescindível para as práticas agrícolas tradicionais.

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