categoria : Resistência
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sábado, 16 de junho de 2018 - 12h

Marcha Antifascista São Paulo 2018

Uma onda de intolerância varre o país. Cada vez mais surgem grupos que pregam a violência aberta e declarada contra LGBTs, mulheres, pobres, negros, trabalhadores e minorias. Cresce a adesão aos discursos contra imigrantes, contra a arte e contra o pensamento crítico e plural. Figuras políticas e Generais do Exército flertam com o golpismo, homenageando, em várias ocasiões, figuras facínoras, como torturadores do DOI-CODI, que cometeram atrocidades tremendas durante o período mais sombrio da nossa história: a ditadura empresarial-militar, que durou 21 anos, com um saldo de milhares de mortes, desaparecidos e torturados.

O Fascismo é um fenômeno que surge quando o sistema capitalista está em crise, e precisa ser salvo para garantir os interesses dos grupos dominantes. O resultado já conhecemos: o extermínio em massa, guerras e terrorismo de Estado.

Enquanto isso, o atual Governo segue aprovando medidas que atacam os direitos do povo trabalhador, promovendo os interesses dos mais ricos, sempre em prejuízo dos mais pobres.

Como se não bastasse, militantes da causa do povo trabalhador e da população marginalizada sofrem ataques contra sua vida, resultando em um dado preocupante: o Brasil é o país da América Latina que mais mata defensores dos direitos humanos.

Dia 14 de Março de 2018, Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, que pautava na Câmara diversos debates de esquerda, teve seu carro emboscado e foi alvejada com 4 tiros na cabeça, em um nítido assassinato político, que matou, também, Anderson Gomes, que dirigia o carro.

Cotidianamente, grupos fascistas e nazistas atacam violentamente LGBTs, negros e antifascistas nas cidades do Brasil. No campo, latifundiários mandam assassinar camponeses que lutam pelo direito à terra. Nas favelas e periferias, o Estado mata todos os dias jovens negros e pobres, por meio da Política Militar

Em São Paulo, o governo municipal continua sua tentativa de higienização das ruas, principalmente no centro da cidade, agindo a favor da elite dos bairros ao redor e da especulação imobiliária que demonstra interesse na região. Assim, ocupar as ruas do centro da cidade se mostra de extrema importância.

O dia 16 de Junho foi escolhido em memória da morte de Maria Lúcia Petit da Silva, professora e comunista. Maria Lúcia lutou bravamente nas fileiras da heróica Guerrilha do Araguaia e desapareceu em 16 de junho de 1972. A Guerrilha do Araguaia foi um movimento de luta armada ocorrido entre 1972 e 1975, cujo objetivo era derrubar o governo militar.
Assim, a data é simbólica para a memória combativa do país, que deve ser resgatada com urgência frente à ascensão da extrema direita não só no Brasil como no mundo.

Cumpramos nosso dever e sigamos o exemplo de nossos camaradas que deram a vida lutando contra o maior inimigo da humanidade.

MORTE AO FASCISMO, DIA 16 DE JUNHO É NAS RUAS!

CONSTRUIR O MOVIMENTO DE MASSAS ANTIFASCISTA!

NÃO PASSARÃO!

*Contra a ascensão da extrema direita
*Contra a criminalização dos movimentos sociais
*Pela construção do poder popular
*Contra o encarceramento em massa
*Pela vida das mulheres
*Contra a intervenção militar

Organizado por Ação Antifascista São Paulo

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